Inês Luzio

Natural de Arganil (n. 1994), vive atualmente no Porto. É música, criadora e artista/educadora, e a sua prática desdobra-se pelas dimensões do experimental, do documental e do comunitário. 

Tanto no seu percurso académico como profissional, tem vindo a aliar uma consistente formação em interpretação musical com uma forte componente interpretativa multidisciplinar, que integra conhecimentos e práticas adquiridos em contextos não formais de ensino nas áreas da dança, do teatro e da performance. Mestre em Música - Interpretação Artística, pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), dedicou o seu programa de mestrado (em particular enquanto aluna de mobilidade na Hoschshule Luzern, Suíça) à interpretação e co-criação de música contemporânea, com foco particular em repertório de teatro instrumental. Completou, ainda, enquanto aluna da Universidade de Aveiro, o Mestrado em Ensino de Música (2022) e a Licenciatura em Música - Variante de Performance (2016).

Colabora atualmente, enquanto intérprete e co-criadora, em trabalhos das coreógrafas Catarina Miranda (“Rára”, espetáculo com estreia em fevereiro de 2026), e Liliana Garcia (“Mechita”, espetáculo com estreia em setembro de 2026). 

É Intérprete no espetáculo “Soprar para ver”, da companhia de teatro Amarelo Silvestre. Colaborou, como co-criadora da música e coreografia e intérprete, na performance “The Complete National Anthems of the World” (2023), do artista Carlos Azeredo Mesquita.

Dirigiu “Retorno” (2021), projeto artístico interdisciplinar de criação a partir das memórias da efeméride dos incêndios de outubro de 2017, e ”Dia X de tal de algo que não existe” (2021), projeto do Coletivo Breathe! — ensemble dedicado à interpretação de peças assentes numa forte componente de cruzamento disciplinar entre a música e o teatro.

Entre outras criações contam-se: “Casca-Asa-Faz Casa (2024), com a música Beatriz Rola, encomenda da Sonoscopia para a programação do Cultura em Expansão, Porto, “WIP: Diário de uma reparação / Parte 1: Operar uma subtração” (2024), encomenda do Teatro de Ferro para o FIMP - Festival Internacional de Marionetas do Porto, "das nossas avós", apoiada pela CIM-Região de Coimbra (2022, 2024), “Pendeln: A dialogue between new music and fine arts” (2020), com a música Eva Sulai e a artista plástica Regula Brassel, apresentado em Lucerna, Suíça. 

Tem colaborado, enquanto artista/educadora e mediadora cultural, com o Frenesim - Cooperativa Cultural. Colaborou e/ou colabora, de forma pontual, com estruturas como: Comédias do Minho, Circuito - Serviço Educativo da Braga Media Arts, Programa Educativo da Orquestra Jazz de Matosinhos, Companhia de Música Teatral e Serviço Educativo da Casa da Música. 

Dirigiu, entre outros, os projetos artísticos em comunidade: MINHA - Música Interventiva como Nunca Houve em Arganil (2023 e 2025), com crianças, jovens e adultos residentes no concelho de Arganil, “Em Pessoa” (2024), encomenda do Serviço Educativo da Casa da Música, em colaboração com o IPA - Instituto Português de Afasia, e “Laboratório de Experimentação Sonora” (2024), residência promovida pelo Festival “Que Jazz é Este?”, com jovens residentes em Viseu.

Contacto:

isrluzio.eup@gmail.com

instagram.com/ines.luzio

Próximo
Próximo

Teresa Costa