Diário: à Quarta-feira

Entre couves, cravos e morangos, a história do bruxo volta a aparecer com novos detalhes.

Ana e Rute

Trabalham na MultiÓpticas. A Ana é de Guimarães, a Rute de Cabeceiras.
Todos os dias fazem o caminho até Celorico.

“Conhecemos um músico amigo que está a tocar em Amesterdão.”

Mentes jovens e abertas, que conseguem criar pontes entre gerações.

Arminda

Retornada de França.
Teve de deixar a filha em Portugal ao cuidado da mãe — o advogado para quem trabalhava não a aceitava com criança.
Viveu com o marido (construção civil) e com o filho mais novo em França.
Carrega promessas feitas a São Bento da Porta Aberta, no Castelo de Arnóia:

“Doze cravos cor-de-rosa e cinco euros… para tirar os sinais.”

Agostinho

Voltou ao nosso encontro porque foi ao centro de saúde.

“Caí ontem à noite.”

O corpo diz, o corpo lembra.

Sr. António

Voltou também.

“Pensei em vocês durante a noite.”

Chamou-me “a mulher mais bonita do mundo”, em alemão.
E por instantes, a praça foi palco.

António Alves

Nova versão do homicídio do bruxo. Desta vez, o taxista.
Os filhos em França, os netos vieram e saíram a falar português, mesmo sem o saber à partida.

“Para apanhar morangos, usa-se a folha da couve.”

Fala dos morcões das couves, entre ditos, imagens e refrões.

À noite, com Paulo

Apareceu a versão “real” da história do bruxo.
A verdade, como as couves, tem muitas camadas.

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