Diário: à Sexta-feira

O primeiro dia de chuva, o último dia à mesa na praça.

Leo

Neste dia de chuva juntou-se a nós para registar o estar à mesa.

Natural de …, a viver no Porto. Fotógrafo, videógrafo e músico veio até Celorico para captar o coletivo à mesa e aqueles que com elas se cruzam.

O sr. dos seguros e o seu par diário

Não chegámos a saber os seus nomes. Cruzaram-se connosco diariamente na praça, no caminho almoço – trabalho. Em andamento, deram sempre meio dedo de conversa.

Na praça e fora dela tornou-se parte da rotina o “boa tarde” cordial que se diz a todos aqueles com quem nos cruzamos. Um cumprimento que reconhece presença. Quer se saiba ou não o nome, quer seja a primeira ou vigésima vez que vemos o outro.

Perpétua

Voltou a sentar-se connosco para duas de treta. Nem a chuva e o frio lhe tiram o bom humor, boa disposição e espírito crítico que lhe fomos conhecendo nestes dias.

Sr. António

Nem a chuva o demoveu de se despedir da nossa mesa. Foi a nossa companhia mais habitual e duradoura. Como postal destes encontros, tirámos uma fotografia e fizemos um vídeo de despedida que mistura português e alemão.

António Alves

Também se tornou presença habitual: trouxe o sr. António à cidade e aqui permaneceu pelo mesmo tempo que o seu cliente, por quem nos parece nutrir cuidado e empatia.

O Alves tem casas à venda e os filhos emigrados. Terrenos vastos e planta muita coisa.

Falámos também sobre como é a vida de taxista por ali, e sobre onde mora o Joel — o “verdadeiro” táxista do sr. António que hoje não estava disponível.

a Marta e a avó

Passaram por ali e pararam para conversar de baixo do guarda-chuva. A Marta devia ter cerca de 6 anos e a avó os seus 60.

Não ficámos com o nome da avó, mas sabemos que é natural de Celorico e já não mora por ali há alguns anos. Não quer morar em Celorico, diz que não aguenta:

“É só festa, mas não cuidam de quem ali vive.”

Portanto, vai lá de vez em quando.

Anterior
Anterior

Diário: à Quinta-feira

Próximo
Próximo

Diário: ao Sábado