Patrícia Pinheiro Patrícia Pinheiro

Diário: à Segunda-feira

Senhora Maria do Céu

De Fervença, filha de uma geração migrante. Cresceu entre sete irmãos, quase todos espalhados entre Lisboa, Canadá e Brasil. Criou cinco filhos e tem cinco netos — “todos bem arrumadinhos”, diz.
Tem um arroz de feijão que é só ao domingo. Frango, só em dias de festa.
Só vem à vila quando precisa de algo. Diz que é longe — “três euros daqui.”
Hoje, esperava o irmão.

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Diário: à Terça-feira

Senhor António

Fala alemão — viveu anos em Bochum, na Alemanha, a trabalhar numa fábrica de chapas.

“Se soubesse que você falava alemão, já tinha vindo mais cedo.”
A mulher, Maria de Jesus, foi chamada por carta antes do 25 de Abril. Está sozinho há 5 anos. Os filhos, diz, não o visitam.
Esteve na Guerra do Ultramar — 14 meses de recruta, quase 4 anos ao todo.
Visita a cidade de táxi. O motorista espera sempre com paciência, para que ele possa “estar com as pessoas”.
Tem sempre ovos frescos. A vizinha partilha com ele, e ele partilha com quem precisa. “Não preciso de tantos”, diz com uma simplicidade rara.

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Diário: à Quarta-feira

Entre couves, cravos e morangos, a história do bruxo voltou a aparecer.

Ana e Rute

Trabalham na MultiÓpticas. A Ana é de Guimarães, a Rute de Cabeceiras.
Todos os dias fazem o caminho até Celorico.

“Conhecemos um músico amigo que está a tocar em Amesterdão.”
Mentes jovens, abertas, a atravessar margens com leveza.

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Diário: à Quinta-feira

Entre couves, cravos e morangos, a história do bruxo voltou a aparecer.

Ana e Rute

Trabalham na MultiÓpticas. A Ana é de Guimarães, a Rute de Cabeceiras.
Todos os dias fazem o caminho até Celorico.

“Conhecemos um músico amigo que está a tocar em Amesterdão.”
Mentes jovens, abertas, a atravessar margens com leveza.

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Diário: à Sexta-feira

Entre couves, cravos e morangos, a história do bruxo voltou a aparecer.

Ana e Rute

Trabalham na MultiÓpticas. A Ana é de Guimarães, a Rute de Cabeceiras.
Todos os dias fazem o caminho até Celorico.

“Conhecemos um músico amigo que está a tocar em Amesterdão.”
Mentes jovens, abertas, a atravessar margens com leveza.

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Diário: ao Sábado

Entre couves, cravos e morangos, a história do bruxo voltou a aparecer.

Ana e Rute

Trabalham na MultiÓpticas. A Ana é de Guimarães, a Rute de Cabeceiras.
Todos os dias fazem o caminho até Celorico.

“Conhecemos um músico amigo que está a tocar em Amesterdão.”
Mentes jovens, abertas, a atravessar margens com leveza.

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